Há uma antiga história sobre um rei que colocou no meio
de uma estrada uma pedra grande e incômoda. Ele se escondeu por perto para ver
as reações dos seus súditos perante esse contratempo e observou que eles
reclamavam do rei, do governo, do azar que tinham, etc. Nenhum teve outra
atitude que não a ação de reclamar, enfurecer-se e amaldiçoar. Até que por fim
chegou um homem que ao se deparar com a pedra em seu caminho, saiu de sua
carroça e com muito esforço empurrou-a para o acostamento. Para sua surpresa ele
encontrou um envelope debaixo da pedra que continha uma bela soma em dinheiro e
uma carta do rei que dizia que quem removesse a pedra seria digno de receber
aquela recompensa. E lá se foi o homem, pelo seu caminho, só que agora mais
rico.
Evidentemente é apenas uma história para refletirmos.
Quando reagimos às nossas adversidades de maneira inútil, sempre saímos
empobrecidos da situação. Todavia, quando reagimos de maneira sadia, ficamos
mais ricos e sábios. Sempre ganhamos mais quando nossa resposta à vida se
desloca do ato de reclamar e se sentir a pior criatura do mundo.
Problemas e adversidades todos temos e uma hora outra,
sem esperarmos, surgirá no meio do caminho. Temos a possibilidade de agirmos de
maneiras diferentes, que certamente trarão resultados distintos. Podemos
reclamar, nos afundar num sentimento de autocomiseração e auto pena. Essa
atitude é fácil e não nos exige nada. Exatamente porque é gratuita não nos
oferece nada também. Saímos dela da mesma forma que entramos ou até um pouco pior. Isso não é saudável porque faz
com que fiquemos na mesma e não ocorra nenhuma transformação. Quantas pessoas
não vivem assim em sua suas vidas?
De forma diferente, se alguém ousa não fugir de suas
dificuldades, mas simplesmente se conscientizar delas, terá que se esforçar e gastar energia para
encontrar meios de lidar com o que traz problemas, mas sairá da experiência
transformado. Sairá rico e mais forte do que entrou. Pessoas experientes, que
tanto admiramos, são justamente aquelas que se disponibilizam a mudar aquilo
que não lhe é satisfatório. Vão certamente suar muito, mas a riqueza que vale a
pena, a riqueza interna, nunca vem de graça mesmo.
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