segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pensamento


"Nada é permanente nesse mundo. Nem mesmo os nossos problemas.”

Charles Chaplin


            Por isso não devemos nos identificar demasiadamente com nossos problemas. Eles existem e isto é um fato, mas não quer dizer que devemos nos apegar a eles. Somos muitos maiores que nossos problemas e devemos ter isso sempre em mente.
            Não acreditar nisso é a mesma coisa que dar mais forças para os problemas e se enfraquecer. Tudo na vida passa e se soubermos como tirar aprendizagens das experiências, mesmos as ruins, a gente se enriquece cada vez mais e expande os horizontes internos.

sábado, 9 de julho de 2011

Pergunta de Leitor - Dançando


Sempre quis ter uma carreira ligada à dança. Meu pai é médico e ele não admite que eu seja outra coisa a não ser médico. Mas é que nunca me senti atraído por medicina. Não quero isso pra minha vida. Me sinto muito mais feliz quando eu danço. No entanto, meu pai disse que se eu quiser fazer dança ele vai esquecer que tem um filho e não vai me ajudar em nada, pessoal e financeiramente. Ele diz que não vai sustentar filho viado e eu não sou homossexual, só gosto de dança. Sou filho único e não queria desapontar meus pais, mas também não quero me desapontar.

            Vejo que você está numa situação que popularmente se diz que está no mato sem cachorro. Tem um desejo para sua vida que não está de acordo com o desejo que seu pai tem para você e ele parece bastante intransigente em mudar de opinião. Você vai ter que aprender a “dançar”, ou seja, vai ter que aprender a encontrar a maneira certa para conseguir mostrar ao seu pai o quanto a dança é parte da sua vida e que ficar sem ela vai lhe fazer infeliz.
            Sei que o que eu lhe digo é difícil de fazer e não sei como você vai conseguir isso, mas sei que deve tentar se seu amor pela dança for tão grande assim como diz. Você não será feliz se não seguir aquilo que mais te encanta.
            Dançar não tem nada a ver com ser homossexual e talvez este seja um ponto muito importante você mostrar ao seu pai. É claro que existem dançarinos homossexuais, bem como médicos homossexuais, mas não é a profissão que define e dita a orientação sexual.
            O preconceito impera na visão do seu pai e vai exigir que você seja bem cuidadoso ao tentar lidar com isso. No filme Billy Elliot (Inglaterra, 2000) conta a estória de um menino de 11 anos que quer trocar o boxe por aulas de balé. Seu pai opõe uma resistência férrea, mas no fim, depois de muitas dores e brigas ele consegue fazer com que seu pai o apóie e alguns anos mais tarde quando Billy estréia um espetáculo o pai vai assisti-lo e se emociona fortemente. Se você decidir que sua vida depende da dança vá em frente e quebre os tabus. Boa sorte.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Afinidades

A afinidade não é forçada. Ela nasce espontânea e para sempre espontânea permanece. Nela as impossibilidades de comunicação não existem já que ela não requer palavras ou lógica para explicá-la. Ela só necessita de sentimentos de aceitação e acolhimento do outro, seja entre casais ou amigos. Não há julgamentos e nem acusações. Simplesmente ela é. 
Aqui vai trecho de um texto bastante inspirador.


AFINIDADES(Ercília Pollice)

Afinidade é um dos poucos sentimentos
que resistem ao tempo e ao depois.
Não importam as impossibilidades,
os adiamentos, a distância, a ausência
Qualquer reencontro retoma a relação,
E num passe de mágica
o diálogo, a conversa, e o afeto,
retomam tudo no exato ponto em que foi interrompido.
Sinto como se a afinidade fosse a vitória
do subjetivo sobre o objetivo,
das coisas permanentes sobre as passageiras,
do essencial sobre o superficial. 

sábado, 2 de julho de 2011

Pergunta de Leitor - Egoísmo


Tenho 36 anos, sou casado e com um filho de 4 anos. Gosto da minha mulher, mas não a amo. Meu trabalho também não é importante. Ganho pouco e estou cada vez mais desinteressado da vida. Queria gostar de viver. Vejo tantas pessoas que gostam de viver e aproveitam a vida e eu nada. A verdade mesmo é que venho pensando muito em me matar. Afinal o que tenho na vida? Creio que até minha família ficaria melhor sem mim. Como ter gosto pela vida?

“Afinal o que tenho na minha vida?” Você reparou que nessa pergunta você parece esquecer que tem um filho de quatro anos? Será que ele não merece um pai? Ou você acredita que se matando vai deixá-lo feliz? Na verdade falando assim você acaba sendo um egoísta. Egoísta porque não leva em conta o bem estar do seu filho que é pequeno e dependente de você para começar a vida e egoísta com você mesmo ao ser tão ingrato com a sua condição de estar vivo.
            Ao que parece você está desanimado com a vida porque ela não saiu como você desejava. Bem, nesses casos é preciso então investigar o que você pode fazer para melhorá-la. Não tenha vergonha e nem medo para pedir ajuda para lidar com suas angústias. Você fala como se as coisas não pudessem mudar, como se fossem imutáveis. Viver assim é realmente desesperador.
            Agora mudança nenhuma na sua vida vai acontecer do nada. Muito vai depender do que você vai fazer ao responder à suas questões. Sei que é difícil passar por dificuldades, no entanto, ficar apegado ao sofrimento não vai melhorar nada. Se precisar mudar coisas na sua vida para sentir mais prazer nela então faça. Mas primeiro você precisa saber o que realmente quer. E não se esqueça de pensar na herança que vai deixar para o seu filho. Quer deixar a imagem de um pai que, mesmo com angústia, procura pela vida ou a imagem de um pai egoísta que abraça a loucura?